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Primeiro de 2008

Março 20, 2008

E aí pessoas, nem vou felicitar atrasadamente os bons votos de finde ano, já estamos em Março. É não se pede desculpas pelo indesculpável, mas vou tentar atualizar isso aqui frequentemente, agora que equilibrei (acho) meus horários. Vamos então ao resumo de que aconteceu nesse primeiro trimestre de doismileoito que tá acabando.

Comecei um curso preparatório, na ACEPUSP, dum pessoal da USP que oferece aulas por um preço bem honesto. Módico mesmo. Vale destacar que os professores são bons, há uma biblioteca bem supimpa repleta de material, as salas são modestas e equipadas com ventiladores. Uma caralhada de atividades extras e cursos com temas instigantes e interessantes. Essa é a novidade principal, anda consumindo 80% de minha vida útil, mas não há o que reclamar, tá bem sussa por enquanto. Se fosse penoso seria o primeiro a arregar.

E agora heim bicho? O verdão tá jogando muita bola. Só um filha-da-puta como o Luxemburgo pra dar uma liga nessa bodega. E o time tá recheado de bons jogadores, craques, estrelas, como quiserem chamar. Espero que esse reconhecimento venha com mais transmissões na rede aberta. Avante Palestra!

Bom, com o Vestiba é preciso ficar ligeiro nas atualidades. Eu sei que as eleições americanas são importantes, mas a bagaça é no final do ano e se vê várias páginas pra falar das prévias. Tá bem chato. Ainda que apareça pouca coisa, prefiro ler notícias referentes aos nossos hermanos, aliás nunca deixo de ler. Como agora com esse impasse entre OEA, Colômbia e Equador. Sobre a questão chinesa e o Tibet não dá nem pra tirar muita coisa da mídia, que anda fazendo um serviço porcamente miserável, com o perdão da linguagem.

É isso, volto em breve. Não prometo, mas voltarei.

27

Dezembro 28, 2007

27 anos. A idade completada na última quarta. Pessoal vai fazer um jantar e depois sairemos para comemorar ainda hoje.

Minha quarta-feira foi meio atípica, na verdade normal. Não tinha nada especial pra fazer, aliás, dias de aniversários meus costumam ser os mais normais possíveis. Nesse dia por conta de uma infecção fui tomar uma dose de antibiótico fortíssimo.

Saí de ônibus, com o diskman tocando várias músicas aleatoriamente. SP tava linda, meu deus. Um sol ótimo, poucas pessoas na rua. Pensava em muitas coisas, ao mesmo tempo, hora ou outra prestava atenção na música que tava tocando. Não sei por que, estava emotivo. Cheguei a chorar em duas músicas. Meus óculos escuros disfarçavam, a primeira foi com “Deathly” da Aimme Mann. A segunda, mais copiosamente em “Starcrossed” do Ash, essa é bem melada, confesso. E ia acompanhando a paisagem de dentro do ônibus, foi ótimo.

Mamãe e suas economias. Parte 2

Dezembro 13, 2007

Mamãe é natural de Okinawa. Uma ilha no Japão.

De nuance caipira, do campo. Mamãe trouxe de lá o costume de décadas. Acordar cedo. 5 da matima. Todo santo dia. Guerreira, não?

Entre 5h e 8h, mamãe consegue fazer muitas coisas. A saber, andar no parque, jogar free cell, ler e passar o café.

Passar o café. Aqui está a parte que me interessa. Amo café, gosto, sou viciado. Como não sou tão domesticado (acordar às 5h é árduo), mamãe costuma colocá-lo numa garrafa térmica.

Garrafa térmica. Lembram do barato que sai caro? Poisé.

A garrafa térmica de casa estava o horror, toda fudida. E naturalmente, não conseguia fazer o essencial, deixar o café quente. Aconselhei para que comprasse outra. Mas já sabendo da pão-durice da bichinha, falei que uma boa garrafa estaria na faixa dos 100 pila.

Alguns dias depois, nova garrafa. Uma de 10 reais. Não me surpreendi, claro.

A companheira se mostrou um tremendo desastre, como esperado, você ia envergá-la e ia mais café na mesa do que no copo. Uma merda. Nem mamãe suportou. Aposentou em menos de uma semana.

Dias depois, a surpresa. Uma nova garrafa térmica. Mas pera lá, essa era diferente. De inox, e nada de tampa giratória (que é bem anti-higiênica), era um botão todo esquema que abria. Gostei. Achei foda mesmo. O que mais intrigava era que deveria ter custado caro e mamãe finalmente comprou algo que prestasse e ia durar mais que algumas semanas.

Cheguei com aquele ar do tipo “é né, safada, viu como é bom investir um pouco mais em algo que vai durar?” é dei os parabéns à mamãe.

Mamãe apenas disse que tinha ganho a garrafa “faz tempo” e sentiu a necessidade de usar, tava até na caixa ainda.

Minha mãe gastar um pouco mais de pounds? Tava muito bom pra ser verdade.

Mamãe e suas economias. Parte 1

Dezembro 13, 2007

Mãe é mãe, dizem alguns.

Mamãe é trevas total. Como boa japonesa tradiça (será mesmo?) é pão dura. Tipo, muito. E infelizmente não sabe o significado do “barato que sai caro”. Ela tem que comprar sempre o mais barato, o mais vagabundo, o mais fudido, o de pior gosto.

Quando o produto não é perecível, beleza. Papel higiênico não precisa ser do bom, tipo, o perfumado. A não ser que você esteja passando por dificuldades e faça muita questão.

Agora sorvete da loja de 1 real (o creme do napolitano é amarelo-milho), queijo ralado “compre bem”, refrigerante “conquista” (o de uva é de foder) entre outras atrocidades, não dá bicho.

Bom seria se a prática se resumisse apenas às compras de supermercado. Mas não. Contextualizo a seguir.

Lírio das virtudes

Dezembro 12, 2007

Nunca usei o WordPress, mas muitos me comentavam dele. Como um bom cabaço em blogsfera e tecnologia, tô apanhando um pouco. Mas há de melhorar.